segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Sobre seu amigo imaginário

Quando entardeceu ela se levantou da grama verde e úmida e foi embora, com o mesmo sorriso triste no rosto, as mãos encostadas ao corpo mas a esquerda parecendo levar consigo o amigo imaginário. Observa-se novamente seus gestos lentos, calmos e agradáveis, seu corpo jovem, firme e discreto. Então ela começou a tremer e novamente segurou o choro.

2 comentários:

  1. respondendo seu comentário no meu blog... ainda bem que existem as segundas chances... quando eu tenho uma segunda chance, não desperdiço mais... belo texto... bj

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  2. Eis que segura o choro. Permanece estática por um longo período, pensa. Aliás nem pensar é mais possível. A figura que lhe vem à cabeça impede seus raciocínios de se formarem. Nada mais é razão para ela. A imagem discreta continuará vindo sempre à cabeça e jamais poderá se livrar de sua compania. Mesmo que ela tente, o amigo imaginário a perseguirá, pois no alto de suas fantasias ele tomará forma. Ele será mais real do que nunca. Ela não tem saída. Não poderá ignorá-lo e sabe que não pode. Mesmo que lute com intensidade fatalmente se entregaŕa.

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